Home arrow Magoo arrow O ocaso do último craque 09 de fevereiro de 2010
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O ocaso do último craque PDF Imprimir E-mail
Por Magoo   

romarioDa frustração dilacerante à consagração pública. Apenas um gol separa um mundo do outro. Mas não um gol comum. Comum como os outros 999. Este é o gol histórico, único, privilégio apenas dos melhores entre os maiores. E talvez Romário tenha perdido a estatura. 41 anos é idade bastante para um jogador profissional de futebol.

O urubu está à solta. O maior oportunista de todos os tempos na pequena área está numa maré de azar do tamanho de um tsunami. A perna certeira titubeia, a cabeça já não é mais a mesma. E, ao sair de campo, após a eliminação do Vasco da Copa do Brasil em pleno Maracanã, o craque parece cansado. Acuado por dezenas de repórteres, câmeras e microfones, ele abaixa a cabeça e, com os olhos quase fechados, tenta explicar o inexplicável. “Uma hora, ele sai.” Ele, o gol fugidio, parece fruto de um “trabalho” que alguém preparou contra Romário, o demolidor de goleiros, acostumado a estufar as redes usando os pés, a cabeça, o peito ou qualquer outra parte do corpo que fosse necessária para empurrar a bola para dentro.

 

Romário quer fazer seu milésimo gol no Maracanã e se recusa a acompanhar seu time em partidas disputadas em campos que mais parecem de várzea. O curioso é que foi num desses campos que Romário fez seus primeiros gols. Talvez o baixinho devesse diminuir um pouco mais sua estatura, recuperando a humildade perdida. Romário também ficou famoso por críticas duras feitas à inteligência de Pelé. Ele bem que podia lembrar que até mesmo o rei preciisou de um pênalti para conquistar a jóia rara do milésimo gol.

 
 
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