Home arrow Ferrarista arrow Proibições 29 de julho de 2010
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Por Ferrarista   

20061121091445_smoke_for_webEsse post na verdade era para ser um comentário abaixo, no post do Rubilota, mas achei que o espaço do blog é mais frutífero quando ele, também, é usado para um pouco de divergência. Concordo com ele quando ele diz que vivemos no país do jeitinho e não da retidão moral. Não sei se acho isso melhor ou pior, certeza que Auschwitz não aconteceria aqui; mas a candelária acontece umas duas ou três vezes por mês...

Acho difícil que essa lei pegue, mas torço como nunca para que ela 'funcione' (que nem com medicamento cardíaco sem contra-indicação). Torço porque não agüento mais. Não agüento mais entrar em bares/restaurantes e baladas. Não agüento mais o cheiro de cigarro quando vou me deitar quando saio e principalmente não agüento mais a sensação de ardor nos meus pulmões e olhos quando fico muito tempo dentro de um lugar desses.

Restaurantes não são tão problemáticos, eles colocam um espaço razoável entre os fumantes e os não fumantes, apesar de que muitas vezes os fumantes sentam em lugares melhores, mais arejados. Apesar de que, se houvessem restaurantes gourmet sérios em São Paulo, eles proibiriam o fumo sozinhos, qualquer um que tenha sem querer 'comido' fumaça de cigarro sabe que ela aniquila qualquer gosto.

No último semestre fui 'obrigado' a sair de quatro lugares pois não consegui mais respirar, não tenho asma, mas imagino uma sensação parecida aos ataques de que tem quando estava nesses lugares; falta de ar constante, como se eu tivesse corrido muito sem parar. Em duas dessas vezes só consegui respirar direito depois de alguns minutos no 'ar puro' da cidade.

Imaginem; se o ar de São Paulo serviu para limpar os meus pulmões, como o lugar estava completo lotado de cigarro. Os funcionários das casas noturnas e bares de São Paulo, fumam em média de 2 a 4 maços de cigarro por noite! Isso se eles não fumarem por si sós!

Sobre a associação de bar e bebida, existem alguns preceitos psicológicos que os fumantes deveriam entender. E um deles é estímulo associado. É através dele que parte da psicologia explica como nós buscamos coisas que não são vitais para nós, porque 'aprendemos' durante tanto tempo que quando uma vem, a outra vem junto.

É por isso que ex-viciados em drogas pesadas não bebem, ou freqüentam ambientes tradicionais a dependentes químicos. Porque normalmente bebiam, ou freqüentavam esses lugares enquanto usavam ou estavam prontos para usá-los, e o corpo reconhece esses lugares e produz uma reação fisiológica a eles, produzindo substâncias que usa para absorver os elementos da droga; como um cão de frente a uma tigela de comida.

Eis a combinação do barzinho e do cigarro! Você fumante, já bebeu e fumou tantas vezes juntas que acabou associando um ao outro! O bar ainda é um ambiente lotado de nicotina, o que estimula ainda mais, além do fato da cerveja tirar algumas inibições e fazer você fumar aquele cigarro à mais que você sempre consegue se convencer de não fumar...

Pergunte a um não-fumante ou a um fumante de um país onde se pode fumar cigarro só fora de estabelecimentos fechados, ele não irá fazer essa associação tão prontamente. Assim como ele não fará a associação que todas as pessoas com olfato (essencialmente não fumantes) fazem em São Paulo: -Putz, vou sair hoje e voltar cheirando a cigarro...

 
 
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