Home arrow Lucas Zelaznog arrow Oba!ma 29 de julho de 2010
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Oba!ma PDF Imprimir E-mail
Por Lucas Zelaznog   

obamaSomente um fato drasticamente marcante poderia me fazer sair de um necessário período de férias dos teclados. A vitória de Barack Obama nas eleições presidenciais dos Estados Unidos significa muito mais do que uma transição do pensamento republicano ao democrata.

É o rompimento com o modelo irresponsável de política internacional, com a falsa sensação de liberdade e democracia que o povo americano acredita viver, e com a idéia de hipocrisia do velho Império.

Entretanto, olhando para o mapa do colégio eleitoral, percebemos que algumas coisas serão difíceis de mudar. O típico americano do interior, o red neck, continua achando que o país é uma ilha rodeada de batráquios por todos os lados, sendo que o batráquio em questão é ele mesmo. Ficou claríssimo que a essência racista anglo-saxão está mais viva do que nunca e que a beligerância segue sendo vitamina para quem não consegue olhar além do seu próprio quintal.

Por sorte, os republicanos não foram muito felizes em suas escolhas, talvez porque não tiveram muitas a fazer. A partir do desastroso legado de Bush até a escolha da vice despreparada e deslumbrada Sarah Palin, tudo contribuiu para que o jovem negro com nome muçulmano alcançasse o cargo de maior poder no planeta.

Não pense que as coisas serão fáceis. Obama enfrentará um país economicamente em frangalhos e com uma reputação internacional abaixo da crítica. Primeiro terá que fazer algo parecido como o que Lula conseguiu ao assumir o Brasil em 2003: imediatamente matar a desconfiança sobre suas reais intenções e colocar na prática uma conservadora, porém moderna gestão econômica e de relações externas, em uma herança de duas invasões infrutíferas, ao Afeganistão e ao Iraque: um embargo obsoleto à Cuba; e uma política agrícola protecionista que em nada aproxima o país de seu discurso.

Mesmo assim, a vitória de Obama é um alento. A esperança venceu o medo e o espírito democrata que não respiramos desde as estripulias de Bill Clinton, voltará. Espero que o sonho se confirme.

Obama é pop, como um jogador de basquete, como um cantor de soul.

And I feel good!!!!!

 

 

 

 

 

 

 
 
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