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Estamos sendo testemunhas de um crescente número de acidentes aéreos na aviação comercial. O que estaria acontecendo com este que é considerado o transporte mais seguro do mundo?
Façam suas apostas. A minha responde pelo nome "resultado a qualquer preço".
Só na semana passada, foram dois desastres. Em Madrid, um vôo da Spanair, que havia detectado falha minutos antes, matou 153 pessoas. O pior acidente da Espanha desde 1985. No Quirguistão, 71 vítimas. Há pouco mais de um ano, o maior acidente aéreo do Brasil levou a vida de 199 pessoas em São Paulo, no vôo 3054 da TAM.
Sem entrar na paranóia de teses conspiratórias, fato é que existe um conjunto de variáveis que preocupam. Primeiro, uma crise jamais vista nos balanços das companhias aéreas. O petróleo, apesar da recente queda de preços, ainda segue pressionando os custos, e a ferrenha competitividade no setor aéreo só aumenta a febre do doente. Acionistas estão menos propensos aos riscos e o estresse nas empresas tem aumentado. O dilema que os executivos estão passando não deve ser fácil. Fazer um vôo seguro e rentável, nessa ordem, é o que se espera deles. Mas não é bem isso que todos conseguem. Falta de manutenção, peças, treinamento, descanso à tripulação, entre outros, não são novidades para quem conhece um comissário ou um piloto.
O número de vôos tem aumentado em todo o mundo, mas o número de mortos também. Temos de acreditar que o setor pode ser saudável e seguro ao mesmo tempo. Nesta escolha tão difícil, a vida tem que prevalecer. Só assim os acionistas voltarão a sorrir. E nós, quando entrarmos em um avião, também.
Este tema desperta paixões e medos. Veja os endereços abaixo e comprove.
http://www.flightsafety.org/about_fsf.html
http://www.desastresaereos.net/
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