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Caymmi. O poeta que criou uma família de talentos |
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Por Lucas Zelaznog
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A morte de Dorival Caymmi é mais uma referência em vida que se perde na minha geração. É natural. É sinal de que o tempo está passando.
Lembro-me dos bolachões de vinil que meu pai guardava em casa. Entre eles, havia um Caymmi. Não era o primeiro disco que pegava para ouvir. Estava em outra. Mas quando meu velho colocava o disco na vitrola, uma tranqüilidade batia em mim. Eu desacelerava e desfrutava.
O que é que a Baiana tem? Maracangalha, Marina, Doralice, O Samba da Minha Terra, Só Louco e tantas outras viraram clássicos de nossa música popular. Não satisfeito, Caymmi serviu de modelo para que todos os seus filhos continuassem o legado da família. Nenhum chegará a ser Dorival, mas Dori, Danilo e Nana, que tem uma das mais belas vozes da MPB, são talentos indiscutíveis.
Caymmi morreu aos 94 anos em seu apartamento, em Copacabana. Como ele mesmo cantou em verso e prova: é doce morrer no mar.
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