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Respeito a quem, cara pálida? |
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Por Lucas Zelaznog
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Uma perseguição policial no bairro da Tijuca, zona norte do Rio, acaba na morte de um menino de três anos. João Roberto Amaral saía de uma festa com a mãe e seu irmão de nove meses quando dois policiais militares abriram fogo por engano contra o carro em que estavam. Mais uma tragédia em meio a tantas outras e sobre a qual o secretário de segurança do Estado, José Mariano Beltrame, tem a coragem de afirmar que se trata de um caso isolado. É justo dizer que o mesmo Beltrame classificou a ação como desastrosa e admitiu o despreparo dos policiais. E daí? Especialistas afirmam que a formação de um PM no Rio é de três meses, quando deveria ser de dois anos.
A população carioca está jogada à própria sorte. Ao ver o adesivo da Policia Militar daquele Estado pude concluir que a frase “Juntos somos fortes” retrata a solidariedade necessária de uma família quando seu filho é assassinado. “Sempre ao lado da população” só se for o encaminhamento de um corpo ao IML. “Respeito Já” é o mínimo que se espera de um homem fardado e de um burocrata da lei.
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