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Em algum dia do
final de julho, começo de agosto no Rio de Janeiro de 2014 acontecerá a final
da copa do mundo no Brasil. Entre Portugal e EUA. O presidente Lula vai dar o
chute inicial na bola, e comentar com a imprensa como isso é o sonho de todos
os brasileiros, e que o fato de um brasileiro nascido pobre poder fazê-lo;
mostra como a nossa pátria é evoluída.
Já em São Paulo as
coisas vão estar mais ou menos as mesmas, PSDB no comando estatal e municipal;
algumas multinacionais européias fazendo o lucro delas e dos governantes. Uma
briga entre os caciques com cocar de tucano pra ver quem não será o próximo
adversário ilusório do todo poderoso homem que comanda a ‘Hora do Presidente’
em rede de rádio e TV nacionais.
A Globo estará
comemorando o a sua hegemonia por mais dez anos, o governo a adora. Faz tempo
que não vemos notícia no jornal sobre acidente do exército que ocupa as ruas da
cidade maravilhosa, nos bastidores dizem que é efeito do novo revisor, um
milico reformado.
A partida final da
‘Copa do Pobres’ termina e Presidente Lula recebe ‘El Presidente’ Chavéz para
um discurso anti-imperialista, apesar da copa ser um evento mundial e com
importância por possuir justamente muitos países atacados nesses dois discursos.
Há uma revolta contra os discursos, a metade brasileira do estádio vaia. Chavéz
e Lula dizem que foram contratados pelo governo americano para impedir o avanço
da democracia.
A inflação é
altíssima, mas os dados oficiais a maquilam. A manchete dos jornais é a falta
de avanço dos indicadores de ensino sérios nos último seis anos. Continuaram os
mesmos. Uma pesquisa nacional indica que um dos maiores medos do brasileiro é
aprender, pois cada vez que ele aprende algo novo (o que demora em acontecer, e
só se realiza a duras penas) percebe sua posição de miserável, de atrasado.
A mesma pesquisa
indica que apesar das 60% das casas possuírem computador, a única palavra
pesquisada na internet brasileira com índice de 98% de uso de ortografia
correta é ‘créu’.
Ele acorda. -Nossa
que pesadelo!
-Será que foi só
pesadelo? Diz ela olhando para o céu nublado de junho.
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