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Por Chico
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Não, não estou falando dos ladrões que nos abordam em faróis e a quem somos forçados a entregar relógio, celular, carteira! Falo de um tipo de roubo muito mais sofisticado - o dos bancos brasileiros, a quem optamos por confiar o nosso suado dinheirinho. Agora entendo melhor como os bancos batem recordes de lucro. Exatamente a instituição a quem entregamos o nosso patrimônio está abusando desta confiança. Vamos a um exemplo:
Acabei de trazer um dinheiro de fora do Brasil - tudo legal, com documentação, declaração de renda e tudo. A surpresa é que o banco, após o dinheiro disponível, decidiu tomar mais 12 dias para trabalhar com o meu capital, antes que eu pudesse fechar o câmbio.
Ouvi várias desculpas desde "o gerente não foi avisado que o dinheiro estava disponível e por isto não entramos em contato" (curioso é que se minha conta ficar negativa em R$ 800, logo o gerente me liga), passando por "a área de compliance internacional tem que aprovar a sua documentação antes de liberar o dinheiro" até "este é o procedimento de nosso banco e estamos acelerando para o senhor". E isto levou 12 dias...
Não seria roubo ou apropriação do dinheiro alheio quando o guardião do meu dinheiro decide que vai ficar com ele por um bom tempo até me devolvê-lo? Não é esta uma excelente estratégia de negócio: tomar dinheiro a custo zero para emprestá-lo a um dos maiores juros do mundo?
O toque final veio num telefonema para um amigo empresário ao qual decidi pedir a recomendação de outro banco. Após ouvir que seu banco também tinha um serviço imprestável, concluímos com bom humor: "ao menos, agora já sabemos de 2 bancos com os quais não queremos mais trabalhar".
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