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Muitos executivos de corporações que conheço sentem-se como nosso colega ao lado: loucos de raiva, sedentos de liberdade, não vendo a hora de se soltar e trazer sua criatividade à tona. Mas a realidade não é tão simples: algemas de ouro os prendem e nem a fúria interior consegue realmente soltá-lo. Refiro-me a como corporações modernas descobriram formas de aprisionar o seu "ativo mais importante", as pessoas.
Apesar do lindo discurso sobre pessoas, criatividade e o desenvolvimento do potencial, a verdade é que a maioria das corporações são gerenciadas como máquinas, e, como sabemos quando vemos a nossa geladeira...
qualquer engrenagem fora do lugar causa um grande estrago - ou ela pára de gelar, ou a luz apaga, ou temos que conviver com aquele ruído insuportável. Várias empresas "modernas" são gerenciadas como geladeiras - todas as peças têm que estar no lugar.
E como garantir que estas peças com livre-arbítrio estejam no lugar certo? Usando algemas de ouro. Explico-me: os benefícios tangíveis e intangíveis que as empresas oferecem - plano de saúde, alimentação, plano de previdência, secretária, carro, etc. têm um efeito (além da evazão fiscal de não pagar imposto sobre um salário indireto) de tornar a saída de qualquer pessoa para o "mundo livre" quase impossível.
"Como alguém pode conseguir viver sem estes benefícios?" perguntam-se secreta e envergonhadamente vários executivos. E este medo abissal os torna menos capazes de serem eles mesmos, de mostrarem todo o seu potencial, enfim de serem plenamente felizes. Exatamente o oposto do que as empresas pregam.
Lanço a série "Abra mão da sua algema" onde vamos explorar outras formas de "prisão" e como sair desta... Junte-se a esta jornada! Livremente, se você quiser, é claro...
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