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A
caravana da alegria que invadiu a sede da Fifa em Zurique me fez
lembrar a expressão “farra do boi”. Não a selvageria cometida no
litoral de Santa Catarina que remonta à tradição portuguesa dos Açores,
mas pela desfaçatez em torno dos projetos que unem a classe política.
José Serra, Aécio, Lula. Pronto, eis aí a fina flor do triunvirato
político-partidário que domina o Brasil, sorridentes e felizes. José
Roberto Arruda e outros conhecidos também preocupavam com suas
presenças, mas os precavidos trataram de guardar os Patek Philippe em
local seguro.
A
Copa já está perdida. Não falo de futebol, turismo, cambistas,
prostituição, porque tudo isso também vimos no ano passado num país do
porte da Alemanha. Refiro-me à montanha de recursos públicos que serão
desviados, a exemplo do que ocorreu no Pan carioca, sempre com a mísera
aposta de que, se ganharmos a Copa, os problemas do país terão
sucumbindo como num passe de trivela ou num gol olímpico.
Eu
quero uma Copa no Brasil sim! Mas quero criança na escola o dia todo,
professores ganhando muito bem, até para terem orgulho de seu ofício,
hospitais higienizados e não os açougues humanos de hoje, estradas que
são condizentes com os carros sofisticados, aeroportos com pistas
adequadas e não as maracutaias do asfalto sem atrito e mais uma
infinidade de passes errados que os governantes insistem em oferecer à
calorosa torcidada brasileira, ano após ano, mandato após mandato, jogo
pelo poder, peleja pelo poder de sempre.
E gols, muitos gols, porque amo futebol e odeio quando meu time perde!
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