Home arrow Chico arrow Welcome to the jungle! 29 de julho de 2010
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Welcome to the jungle! PDF Imprimir E-mail
Por Chico   

jungle_420 de julho de 2007. Embarcamos no vôo New Jersey - São Paulo, como previsto às 22h00. Já antes da saída, o piloto avisou que havia uma tempestade no Caribe e que a rota precisaria ser trocada. Saímos com uma hora e meia de atraso, uma previsão de vôo um pouco mais longo, mas nada fora do normal.

Até que... 2 horas e meia depois, já sobrevoando a Florida, não conseguia dormir, talvez ressabeado do acidente da última terça-feira. Nas televisões do avião, a gente agora pode ver a rota que o avião está tomando. De repente, o pequeno avião da tela começa a virar e fazer uma rota paralela à que tinhamos feito, mas contrária.

O comandante começa então a falar: "se vocês acham que estão vendo algo estranho na tela, não, vocês não estão enganados: estamos realmente voltando para New Jersey.

O Brasil está sem sinal de radar na Amazônia (leia-se o Cindacta 4 apagou!) e recebemos instruções para retornar." Ou seja, voamos por 5 horas para retornar a New Jersey às 4h30 da madruga.

O que se seguiu foi uma sequência tragi-cômica de eventos, que eu e dois amigos preferimos levar na brincadeira. Ou melhor, como disse a nossa ministra do sexo, relaxamos e "aproveitamos". Algumas anedotas:

Ao chegar de volta ao aeroporto, ficamos por algumas horas em frente ao portão de embarque. Alguns receberam (os que correram na frente) um kit básico de sobrevivência (acho que era escova de dente e um cobertorzinho...). Preferi não pegar, pois fiquei com medo que dissessem para os que tinham o kit que não ofereceriam hotel.

Uma situação positiva foi que, pela primeira vez, quando pousamos nos EUA, como tecnicamente não saímos do país, não precisamos passar pelos trogloditas da imigração.

Mais de 24 horas juntos e já éramos uma grande família - vários dividiram quartos no hotel (isto já por volta das 9 horas, pois o sistema do hotel que chamamos de Cimbed não estava funcionando bem) - e já tínhamos identificado apelidos: o mal-humorado do grupo, o não-pode (aquele que não pode nada), o sabe-tudo (aquele que fala pelos cotovelos, com todos, já sabe como tudo vai funcionar e tem soluções fantásticas), a família (esta dava dó: um casal jovem com 5 filhinhos, a mais velha devia ter uns 7 anos, todos uniformizados com a malha vermelha do colégio), o rosinha (um dos amigos que não tinha roupa sobressalente e decidiu comprar um desodorante cor-de-rosa - mas era de macho!) e a auto-fotógrafa (nunca vi ninguém tirar tão bem fotos de si mesma).

Conseguimos embarcar novamente às 16h00 do dia 21 e, agora como amigos de longa data, nós 3 queríamos sentar juntos. Difícil descrever a cena que se sucedeu que apelidamos de "a dança das cadeiras". Havia uma solução simples: eu trocava de lugar com o "não-pode". Mas como ele estava muito cansado (não me leve a mal, mas não posso), outras 6 pessoas fizeram uma dança de cadeiras, e terminamos os 3 juntos.

Chegamos às 3h30 da manhã do dia 22 de julho, num vôo agradável onde havia uma sensação de amizade e bom-humor. Afinal, welcome back to the jungle!

 
 
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