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Ultimamente só se fala em transito. A moda é analisar o transito dar sugestões, dar palpites, mas nada impede que, em média, 800 carros sejam despejados nas ruas todos os dias.
As autoridades já não sabem mais de que lado vem a porrada. Falar em São Paulo de congestionamento com mais de 180 kms de lentidão é bico! Já chegou a ultrapassar numa sexta feira a marca de 243 kms!
Não temos mais ruas transitáveis, a locomoção com automóvel nunca sai em menos de meia hora, mesmo que seja para ir até a esquina. Estacionar é outra tortura. A Prefeitura de São Paulo se apoderou de grande parte dos locais possíveis de se estacionar para, com sua febre de arrecadação, cobrar a tal Zona Azul.
Restam, portanto, os locais onde tem “flanelinhas”, os estacionamentos particulares, com tarifas abusivas, ou deixar o carro em casa, situação impensável e impossível para muitos paulistas.
Não há preocupação em cuidar e ampliar os transportes públicos, mesmo porque, o paulista perde o “status” se sair de ônibus. Metro ainda é aceito!
Não vou estender o papo com esses pontos porque não é o foco do que quero falar.
Minha enorme preocupação é com o aumento excessivo de acidentes, seja nas estradas, seja na cidade. Temos assistido a cada acidente, um mais feio que o outro, e o numero de mortos contabilizado é maior do que numa guerra. Se bem que é a chamada Guerra Urbana com outra cara!
Esses acidentes não acontecem só pelo fato do numero de veículos todos os dias nas ruas, mas sim pela incapacidade técnica da grande maioria de motoristas que são “jogados” à rua nos últimos tempos, para dirigir carros, motos, caminhões ou mesmo ônibus.
Quantas pessoas você conhece que já passaram por uma reciclagem após alguns anos com Carteira de Habilitação? Alias, existe essa obrigatoriedade? Não, somente agora é que se preocuparam em detalhar mais os exames físicos, porém, dirigir no transito em São Paulo é preciso ter mais do que saúde em dia, bons olhos, joelhos saudáveis.
Daí entra um componente nessa historia toda que ninguém fala e a categoria dá uma de avestruz: as Auto-Escolas, ou Centro de Formação de Condutores (CFC), um titulo um pouco pomposo demais para quem não está ensinando nada.
Eles pararam no inicio do Século XX, não aprimoraram os ensinamentos, não passaram a se adequar ás novas tecnologias, o máximo que fizeram foi trocar a frota, mas continuam exatamente da forma com que tirei minha CNH, em 1968.
Esses CFCs deveriam ser vistoriados a fundo, serem obrigados a criar novas técnicas de ensinamento, mostrar a face real que é necessária para um novo motorista enfrentar as dificuldades do Transito no país.
Eles ainda não distinguem um acelerador a cabo de um por comando eletrônico, são do tempo de freios a tambor, giclê e platinado, e ainda perdem horas ensinando baliza, em vez de mostrar o Código de Trânsito Brasileiro e ensinar o que não se deve fazer quando se está ao volante.
Se olharmos com cuidado o CTB, veremos que em São Paulo a quase totalidade dos motoristas infringem muitos dos artigos do Código.
Portanto, esses CFCs deveriam receber mais atenção das autoridades, para diversos tipos de procedimentos, serem mais responsabilizados pela enorme quantidade de maus motoristas existentes hoje.
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