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Aurélio
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Por Aurélio
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Minha terra tem chuteiras,
Ronaldinhos e Kaká!
Mas o jogo que aqui jogam
Não se joga como lá!
Nosso céu tem mais fumaça
Que embaça nossas flores!
Nossos bosques têm presuntos.
Nos motéis tem mais amores.
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Por Aurelio
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Goularth, meu peixinho republicano, foi enterrado numa quente tarde de Verão, aos pés de um velho sicômoro no Kennedy Park. Foi uma cerimônia simples, sem grandes pompas, tal como ele, acredito, teria desejado. Apenas nós, Hazel e eu, estávamos presentes.
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Continua...
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Por Aurelio
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Certamente, todos os meus queridos leitores desta trilogia se lembrarão que, no final da primeira parte, eu estava no Jake’s completamente alcoolizado. Também haverão de se lembrar que, em troca de um draft gratuito, servido por uma garçonete deliciosa, fui abordado por um cavalheiro de terno cinza que se dizia chamar Tom Hagen, advogado de Nova York e representante da Família Corleone. Pois bem, aceitei a cerveja, porque não sou besta nem nada, e ainda meio ressabiado convidei o homem para sentar comigo à mesa. Sempre usando de gestos refinados e muito elegantes, o advogado nova-iorquino sentou-se bem em frente a mim, colocando o sobretudo e a pasta preta em outra cadeira. Olhou em volta e fez sinal à garçonete, mostrando sua taça de Dry Martini vazia. Certamente ela entendeu que ele queria outro igual. Eu é que não estava entendendo nada! O que esse cara estava querendo comigo?
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Continua...
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Por Aurelio
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Incrível como nada acontece de interessante nesta cidade!
Ninguém assalta ninguém, sequestra ou mata. Ninguém morre atropelado, ninguém, além de mim, bate o carro... às vezes uma ou outra pancadinha muito da mixuruca! Viadutos e pontes não caem, não há furacões, nem enchentes... acho que o último crime mais sério que aconteceu aqui foi em 1892 quando uma professora de catecismo, Lizzie Borden, deu dezenas de machadadas na cabeça do pai e da madrasta. Foi só! Eu fico aqui injuriado, porque o canal da NBC todos os dias traz notícias sobre crimes acontecidos em outras cidades aqui da Nova Inglaterra, contudo em Fall River... nada!
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Por Aurelio
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Ultimamente, um dos melhores programas que eu tenho feito aqui em Fall River, e o meu melhor paradoxo também, tem sido fazer dolorida e intensa fisioterapia no ombro na Coastal Orthopaedics, uma grande clínica lá na Hanoover Street. Digo paradoxo porque você tem de ser amigo daquele que lhe faz sofrer! Aliás, fisioterapia é isso mesmo, ou seja, um cara legal, em geral boa pinta, que gosta de você... mas que lhe arranca lágrimas de dor cada vez que você tem de encontrar com ele.
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Por Aurelio
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Se me permitem meus amigos stilletanos, quero ceder um espaço em minha página para que outro grande amigo, João Franzin, também possa passar seu afiado e inteligente estilete num assunto do momento... tão palpitante quanto execrável! Franzin é jornalista e autor do livro Imprensa Sindical, comunicação que organiza.
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Continua...
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Por Aurélio
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O Lula viajou tanto que ficou com amnésia? Mas será que ele soube que viajou?
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Por Aurelio de Oliveira
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Eu não sei se é minha cabeça, se são meus olhos, já com o ligeiro desfoque pela idade; ou talvez porque eu esteja muito longe, o que faz com que eu tenha algumas crises de saudade que sempre está em alta... junto com a pressão sanguínea, o colesterol e o triglicéride, esse trio ternura da minha saúde que vive de altos e baixos. Mas a verdade é que ultimamente, não sei... quando leio ou vejo alguma coisa sobre o Brasil, vejo tudo torto! Será que sou eu ou as coisas estão tortas mesmo?
Maio passado vi pela Univision, televisão mexicana, a final do concurso de Miss Universo que, embora fosse um verdadeiro festival da alienação, foi um colírio para os olhos. Vale à pena perder tempo com mulheres bonitas! Depois que vi a brasileira e a linda venezuelana desfilarem de maiô, imediatamente evoquei minhas antigas fantasias sanitárias quando, de moleque, entrava no banheiro levando debaixo do braço uma revista Manchete com reportagens sobre o carnaval carioca. Pois bem, amigos... sobraram as duas finalistas: a brasileira, cuja bela foto brindo-lhes graciosamente; e a japonesa. Meu... não acreditei! Deram o prêmio pra japinha que, claro, é bonita mas... sei lá... não pra ser a mais bonita do mundo. Talvez a mais bonita do bairro da Liberdade, em São Paulo, ou vá lá... de Toquio! Deram o segundo lugar pra essa moça da foto... está tudo torto mesmo!
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Por Aurelio de Oliveira
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Vem aí um outro ano novo e lá vamos nós outra vez... entrar por essas doze portas chamadas meses, nesse grande corredor chamado ano! A partir do dia 31, à meia-noite, ainda arrotando champagne, peru, panetone... entraremos pela primeira delas, Janeiro.
Nesse momento, numa espécie de ternura etílica, estaremos abraçando amigos e inimigos, afetos e desafetos, conhecidos e desconhecidos... desejando-lhes muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender. Nossos corações estarão repletos de promessas que não cumpriremos e decisões que não tomaremos... mas o que vale é a intenção! Quem sabe o ano que vem...
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