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Por Lucas Zelaznog
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Somente um fato drasticamente marcante poderia me fazer sair de um necessário período de férias dos teclados. A vitória de Barack Obama nas eleições presidenciais dos Estados Unidos significa muito mais do que uma transição do pensamento republicano ao democrata.
É o rompimento com o modelo irresponsável de política internacional, com a falsa sensação de liberdade e democracia que o povo americano acredita viver, e com a idéia de hipocrisia do velho Império.
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Continua...
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Por Lucas Zelaznog
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1. Até quando os especuladores vão agir livremente nas bolsas de valores em todo o mundo, se todos sabem quem eles são?
2. Até quando Nelson Jobim e Jorge Armando Félix vão continuar se comportando como dois alunos de ginásio?
3. Até quando será permitido aos candidatos a cargo público no Brasil confundir eleitores no horário político?
4. Até quando teremos de aturar a obrigatoriedade do horário político?
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Por Lucas Zelaznog
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Há dezenove anos, o Muro de Berlim era triturado a golpes de marreta. Dois anos depois, mais uma cortina caía, com o fim da União Soviética. Para muitos, os principais fatos que apontaram para a derrocada do Comunismo. Setenta e nove anos nos separam do Crash em Nova York. Semana passada, Wall Street temeu por uma reprise. O que estes fatos têm em comum?
Provavelmente a certeza de que não há um regime que garanta o avanço equilíbrado entre economia e sociedade. É bem provável que o livre mercado se aproxime mais de uma teórica perfeição nesse sentido, haja vista suas leis determinarem o sucesso ou o fracasso, dependendo da competência e do mérito.
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Continua...
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Por Lucas Zelaznog
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Quando soube que Madonna voltaria ao Brasil, decidi não perder a oportunidade. No início dos 90, ela esteve aqui quase que ao mesmo tempo que Michael Jackson e o trouxa, pelas limitações orçamentárias, optou pelo ET, em um show esquisitíssimo como ele. Me arrependi. Agora seria diferente, pensei.
À meia-noite em ponto - horário de início das vendas pela internet -, entrei. O tempo ia passando e o desânimo chegando. Mais de 200 shows nas costas, de todos os gêneros, e sem a mesma paciência de antigamente, fui dormir.
Acordo com a ligação de uma amiga que aguardava a abertura das bilheterias perguntando se eu queria ingressos. Afirmei que sim, sem bobear. "Garanta ao menos dois para mim", pedi a ela. Uma hora e meia depois, recebo outra ligação. Era ela, chorando. Havia apanhado de cambistas, os mesmos que detêm a maior parte dos ingressos da maior parte dos espetáculos imperdíveis que acontece nas capitais.
Por essa razão, decidi que não perderei mais meu tempo com eventos organizados no Brasil. Aqui a malandragem impera e o respeito ao consumidor vai para o esgoto. Acredite: sai mais barato um final de semana em Buenos Aires com ingresso popular para o show de Madonna do que comprar um lugar VIP no Brasil por meio de um cambista. Além disso, dá pra adquirir um montão de Blue Rays e CDs da cantora com esse dinheiro, evitando a fila da porrada, o banheiro sujo do estádio, o flanelinha safado na entrega do carro, o trânsito caótico na saída. Vai contando ...
Por que tudo tem de ser tão difícil por aqui?
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Por Lucas Zelaznog
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São poucas as coisas que lamento ter vontade de dizer, mas uma delas é que torço ferrenhamente para a Seleção Brasileira ficar de fora da Copa da África do Sul, em 2010. Quando era mais novo, jogava futebol e quase cheguei ao profissional. Qualquer seleção que era feita, seja nacional, paulista, do colégio ou do bairro, e meu nome constava da lista, não pensava em outra coisa a não ser honrar aqueles que acreditavam em mim e a camisa que defendia.
Entrar em campo significava também respeitar a oportunidade e o talento que Deus havia me dado e, por isso, antes de qualquer coisa, jogar com o coração era sinal de que esse respeito era recíproco.
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Continua...
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