Home 29 de julho de 2010
Menu Principal
Home
Albino
Aurélio
Chico
Ferrarista
Lamberto
Lucas Zelaznog
Magoo
Mussum
Rubilota
Stiletto Jr.
Wolfgang
Enquetes
O nome José Sarney:
 
Assine Nossa Newsletter






Autenticação





Esqueceu a senha?
Sem conta? Crie uma
RSS
As forças do atraso
Por Ferrarista   

red_dawn_350Tentarei resumir em pouco tempo/palavras uma história um tanto quanto longa. O século XX viu a consolidação de um fenômeno que começou logo após a revolução francesa; o avanço social lateral disfarçado de “pulo para frente”.

Quem, como e onde? Pois é, Napoleão foi o protótipo do tirano do século XX. O fato de ao final da sua vida ter sido considerado louco (um exemplo mais recente são os vídeos tirando sarro de cenas de Hitler que circulam no Youtube) após a sua morte, até a sua relação com o povo. Mas o que serve como exemplo concreto do que quero discutir é o uso da propaganda. Napoleão erigiu o seu império em cima da “idéia” de inimigo exterior.

Continua...
 
À imagem e semelhança do Outro
Por Albino   

Maio de 1968A comparação, mais do que inevitável, é necessária. Ela traz parâmetros pra a construção e "gerenciamento" de nossa identidade. Ao nos compararmos, temos a possibilidade de "moldar" nossa personalidade e compreender melhor o que temos de parecido e de diferente com aqueles de, de alguma maneira, nos identificamos.

Grandes fenômenos acabam estabelecendo definições para as pessoas e para determinados grupos. Um sofrimento coletivo como um campo de concentração ou um terremoto como o que matou centenas de milhares de pessoas no Haití "coletivizam" sentimentos, e  determinam semelhanças em pessoas que antes disto não necessariamente teriam algo em comum.

(Logicamente este "algo em comum" citado acima se refere à individuação das pessoas do ponto de vista psicológico, e não às inúmeras semelhanças que temos, quer sejam de nossas essências culturais ou biológicas. Somos muito mais parecidos do que gostaríamos de ser).

Estes eventos - que determinam uma marca no espaço e tempo de muitas pessoas ao mesmo tempo - acabam estabelecendo um registro, um ponto em comum, que no decorrer do tempo acabam criando fortes marcadores de personalidade naqueles que as vivenciaram. Em situações ruins chamamos comumente isto de "Trauma".

Mas como não há nada de absolutamente ruim ou absolutamente bom, chamemos apenas de "registro", pois existem inúmeros outros registros que reforçam o senso coletivo, e simultaneamente, o senso individual, pois estabelecem as regras com as quais pretendemos nos parecer (com alguém, com algo ou com nós mesmos).

Lendo o artigo de Maria Rita Kehl de 06 de fevereiro no Estado de São Paulo - "Meu Tempo", pude constatar um destes registros, o da Geração de 1968. É impossível para alguém que foi jovem em 1968 (e/ou que teve acesso ao que estava acontecendo) que este registro não se torne fundamental como referência para a construção da sua individualidade.

 

 

Continua...
 
A Cadeira
Por Albino   

sdc14535aHá alguns anos atrás eu resolvi experimentar pintar. Particularmente nunca tive grande aptidão para a pintura, sempre fui mais do desenho e da gravura. Hoje é possível ver em meus trabalhos a influência da xilogravura, nos risquinhos que faço em todos os meus trabalhos.

Isto é uma coisa interessante, por sinal. Sempre me interessei pela Xilogravura pois há um diálogo entre o que o gravador pretende e o que as ranhuras da madeira permitem que ele escave. Hoje, de certa maneira, sou o escavador e a madeira, quando defino o veio de minha madeira e o entalhe que vou realizar em mim.

Quando resolvi pintar, minhas primeiras experiências foram, no mínimo, desastrosas. Muita tinta, muito borrão, uma sujeira de dar dó. Aqueles animais que pintam - chimpanzés e elefantes - estavam anos-luz do ponto de vista técnico se comparados a minha pobre maneira de usar a tinta e a tela.

Mas um quadro, apenas um, ficou interessante. Era o retrato de uma cadeira. Pode parecer estranho um "retrato" de uma cadeira, mas era exatamente isto: Resolvi retratar uma ausência, a ausência de meu pai.

Quando eu era mais novo, minha mãe, em seus momentos de depressão, cantava uma música do Nélson Gonçalves (Naquele mesa está faltado ele, e a saudade dele, tá doendo em mim). A maneira lacrimosa que minha mãe entoava esta canção me dava um puta baixo astral, e tornava mais forte a sensação de perda de meu pai. Sendo assim, nada melhor que purgar este sentimento retratando aquela ausência.

Continua...
 
Lista dos Filmes da Década 2000-2009
Por Ferrarista   
2000s

Como analisar a década de 2000 no cinema?


Comecemos com o que diferencia ela das outras décadas. Essa década é a década da chegada do digital, é a década na qual 98% da produção cinematográfica passa por processos digitais, desde maneiras novas de manipular a imagem, quanto dprocessos inteiramente digitais. O digital está se tornando para o cinema, o que foi a tinta a óleo na pintura. Ele está mudando radicalmente a forma como se capta e pode se distribuir imagens. A noite nunca foi tão real quanto pode ser hoje.

Ela é também a década da radicalização, da separação mais radical entre a "arte" e o espetáculo. A década da disseminação dos festivais, e da solidificação do 'filme de festival', do começo do conflito real entre o cinema e as novas formas de difusão de cultura. Uma lista como essa, começa com uma reflexão de como os filmes apresentados são e serão percebidos dentro de um futuro realmente desconhecido, qual é a importância deles para o cinema como expressão cultural no novo milênio.

Ah, caso você queira me xingar, já que estamos com problemas com os comentários, o email para isso é: Este endereço de e-mail está sendo protegido contra spam. Você precisa ter o Javascript habilitado para lê-lo

P.S.: A lista está abaixo, e invertida só para você ter que passar por tudo mesmo...

 

Continua...
 
A Vítima e o Algoz
Por Albino   

the_night_porter

 Há muito tempo eu penso sobre a relação entre a Vítima e seu Algoz. Imagino que existam pensadores de estirpe que já tenham explorado bastante este tema. Vou tomar a liberdade de também tratar sobre o assunto e não ficar me remoendo pensando que precisaria citá-los e não os conheço, ou não me lembro dos seus nomes.

Duas histórias do mundo da ficção imediatamente me vem à cabeça: O livro "A morte e a donzela", do Ariel Dorfmann, ( que virou filme depois, com a Sigourney Weaver e  o Ben Kingsley) e o filme "O porteiro da noite". Em "A morte e a donzela" há uma situação de inversão de papéis: Uma mulher que passou por torturas durante o período da ditadura reencontra seu torturador, o aprisiona e faz com que ele passe por todo o sofrimento que ela tinha passado.

Já em "O porteiro da noite" a situação é um pouco diferente. Um ex-soldado nazista reencontra uma ex-prisioneira de um campo de concentração após a guerra acabar. O que acontece é uma estranha atração que faz com que eles se tornem amantes, numa relação "sadomasoquista", por assim dizer.

Curiosamente nas duas situações existe algum tipo de prazer, a diferença é que no primeiro caso o prazer não é compartilhado. A mulher torturada (e agora torturadora) sente prazer ao extravasar sua Vingança. No segundo caso os dois dão continuidade à complexa relação anteriormente estabelecida, mas agora com o consentimento das duas partes. Os papéis continuam só que em outra situação.

Continua...
 
Extract, de Mike Judge
Por Albino   

extractAssisti "Extract", novo filme de Mike Judge (Como enlouquecer seu chefe, Idiocracy e Beavis and Butthead).
Sou fã de Mike Judge e de seu senso de humor corrosivo.

"Extract" é um pouco diferente disto, talvez o humor não seja a tônica do filme, apesar de ter momentos muito divertidos. Mas a narrativa é lenta, o fluxo não é acelerado.

O filme mostra situações inesperadas do cotidiano de um proprietário de uma fábrica de essências (talvez a maior ironia de todas no filme) para alimentos. A fábrica está prestes a ser vendida, o que pode gerar uma aposentadoria antecipada e esperada pelo dono, mas ele não está feliz. Seu casamento vai mal, e isto o incomoda.Aconselhado por um amigo (e mau conselheiro), ele resolve tentar fazer as coisas de uma maneira diferente, e seu casamento sai definitivamente do lugar.Ao mesmo tempo, problemas acontecem em sua fábrica, e a potencial compra acaba sendo colocada em xeque.

Em suma, é o retrato de uma crise.

Continua...
 
Tragédia e Preconceito
Por Albino   

bv079_vodooceremonynatgeog"Acho que, de tanto mexer com macumba, não sei o que é aquilo. O africano tem uma maldição. Todo lugar que tem africano está fodido". 

George Samuel Antoine, Cônsul Geral do Haiti em São Paulo, na Folha de São Paulo de 17/01/2010

Você acredita em Destino, em Livre-Arbítrio ou no Acaso?

Os gregos acreditavam que não conseguimos fugir de nosso Destino, qualquer que seja ele. A essência da Tragédia Grega é o herói tentar, com todas as suas forças, fugir de seu Destino e ter de se confrontar com ele, apesar de seus esforços. Édipo é a própria encarnação desta questão, ao fugir de seu destino justamente para ir de encontro a ele.

Hoje, o mundo neoliberal cristão acredita piamente no Livre-Arbítrio, que nos permitiria tomar decisões tanto para nos tornarmos financeiramente bem-sucedidos quanto para não desviarmos dos caminhos de Deus, caindo nas tentações do Diabo (que por sinal anda sumido da Igreja Católica, daí o reaparecimento dele nas Igrejas Evangélicas:Pecisamos do Diabo, do Outro, para que a culpa absoluta não caia em nós, mas sim na Tentação. Sei que é ambíguo e paradoxal, mas é humano).

Tive o desprazer de conversar com uma pessoa sobre o Haiti esta semana. Segundo ela (e mais alguns que estão pipocando na mídia agora), a energia negativa trazida pelo Vodu praticado no Haitiacabou gerando este terremoto e a conseqüente tragédia de desolação e morte.

É uma lei da ação e reação, muito ao estilo de "O Segredo", que propõe a onipotência do Livre-Arbítrio: Se você realmente acreditar, o Destino se dobrará às suas vontades.

 

Continua...
 
A verdade sobre o caso Berlusconi
Por Mussum   
image002
 
Só para não perder o costume!
Por Wolfgang   

Gente, como o STILETTO andava meio quietinho, resolvi dar outro pontapé para não perder o costume e animar os parceiros a botarem a boca no trombone (apesar que estão doidos prá botar a boca no chope), cá estamos.

Eu voltei!

Vejam o absurdo: filho do Lula na comissão técnica de um clube de futebol. Agora é que o Lula não pensa em mais nada mesmo! Já tomou a grana que precisava, tem a cachaça qu quer, e um filho no Corinthians? Nossa, isso é que é paraiso!!!

A Dilma que toque o resto, afinal, ela que aceitou ser presidente......!

Continua...
 
<< Início < Anterior 1 2 3 Próximo > Fim >>

Resultados 1 - 10 de 30
 
Site Desenvolvido por Joombo Sites Dinâmicos